A primeira semana do ano…

A primeira semana do ano…

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Presídio

A primeira semana do ano começou cheia de “fortes emoções”.

  • Atentado na Turquia;
  • Incertezas em torno do governo Trump;
  • Desgastes diplomáticos entre EUA x Rússia;
  • Forte valorização da moeda chinesa;
  • Profundas incertezas na política brasileira com a eleição do presidente da Câmara dos Deputados;
  • Continuidade da crise institucional, em especial, nesse começo de ano, em torno da renegociação da dívida dos estados;
  • Massacres em presídios brasileiros na região norte do país que já trouxe a óbito mais de 90 pessoas.

E a lista vai além…

Como havíamos dito no editorial da semana anterior <veja aqui>, muitas “tendências” de 2016 se manterão ao longo de 2017, gerando grandes incertezas. Repetimos uma palavra-chave: parcimônia.

Olhando especialmente para o Brasil, estamos cheios de desafios. E as incertezas não se restringem ao ano corrente (2017). Já se fala das incertezas para 2018, especialmente em torno da eleição presidencial, uma vez que muitos políticos estão envolvidos em escândalos de corrupção e, a priori, faltam líderes isentos de envolvimento para compor um novo pacto social e unir o país.

Essa semana, circulou nas redes sociais uma frase do grande antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro, autor do clássico “O povo brasileiro – a formação e o sentido do Brasil“, publicado em 1995.

A frase em questão é:

darcy-ribeiro-1982

Ironia do destino ou não, o ano começou, dentre outras coisas, chamando atenção para o problema da crise no sistema carcerário.

E no meio de toda essa bagunça, muito tem se falado sobre “priorizar a retomada do crescimento econômico”, reforma da previdência etc.

Outros caminhos.

Pode soar estranho, especialmente vindo de uma equipe de economistas, mas talvez seja a hora de estabelecer um diálogo sério e amplo sobre questões que concernem a nossa estrutura. Questões naturalmente delicadas.

Em suma, não se trata de deixar o debate sobre retomar o crescimento econômico de lado. Mas, sendo um pouco pessimista, o bonde da história já está passando e estamos no meio de uma crise severa, não somente de cunho econômico, mas majoritariamente político.

O Brasil é um país de aproximadamente R$ 6 trilhões de produção anual, temos quase 210 milhões de habitantes, recursos naturais abundantes e muitas outras “benesses”. Portanto, talvez seja a hora de criar coragem e debater as questões mais profundas da nossa formação sócio-histórica.

Utopia? Talvez… Mas, aproveitando o clima de começo de ano, porque não fazer tal resolução?

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