Destaque

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Destaque AE 034

O Congelamento que não Deu Certo - Destaque AE 034

A Análise Econômica se posicionou contra o congelamento dos gastos federais por vinte anos (Emenda Constitucional nº 95 de 2016). Na ocasião, três “problemas-chave” eram evidentes em nossas análises:

  1. A linearidade do processo de congelamento. O Brasil passa por uma transformação populacional rápida e isso deve onerar, em maior medida, as pastas que estão ligadas à área da saúde. A seguridade social também entra nesse jogo;
  2. A escassa (ou quase inexistente) discussão acerca do resultado nominal. Se por um lado, não pesa no resultado primário, por outro, é um componente de suma importância quando falamos de política monetária. Por sua vez, o resultado nominal tem influência direta na criação ou não do resultado primário positivo. Por exemplo: um aumento da taxa básica de juros, como se deu recentemente, tende a diminuir a atividade econômica. Com isso a arrecadação diminui e traz resultados primários positivos menores. Com o passar do tempo, podem causar déficits primários e gerar um ciclo vicioso; e
  3. O problema do descasamento entres receitas e despesas está intimamente ligado à necessidade de uma reforma tributária ampla. Tal reforma precisa levar em consideração que, que em termos de valor adicionado ao PIB, o setor de serviços representa mais de 73% da riqueza produzida no país. Hoje tributamos pesadamente o consumo e, classicamente, a renda. Com a evolução e a complexidade das estruturas produtivas (especialmente numa era digital), discutir tributação é fundamental.

Faz sentido para nós que a contenção de gastos é um movimento necessário. Essa necessidade é reforçada diante da forma escancarada que vemos diariamente o que tem sido feito com boa parte dos recursos públicos com o avanço da Lava Jato e outras investigações da Polícia Federal.

No entanto, os três problemas que destacamos são pontos que exigem uma discussão ampla. Especialmente se quisermos que isso seja um legado de verdade para o país. E não uma atitude pontual apenas para fins eleitorais e políticos.

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O congelamento dos gastos foi aprovado no final de 2016. O tema é de extrema importância para o país e seguirá determinando nosso desempenho nos próximos anos.
Tem interesse pelo tema? Quer saber mais? #SejaPRO.

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Destaque AE 033

O perigo ronda os países emergentes - Destaque AE 033.

Os países emergentes continuam “na mira”. Há algum tempo nós falamos sobre a possibilidade de as políticas econômicas de Donald Trump trazer efeitos nocivos para a economia mexicana. Consequentemente, isso teria impacto sobre os demais países latino americanos. Seria uma espécie de efeito tequila II.

Quando se trata da principal economia do mundo, até a forma excêntrica com que Donald Trump age em âmbito político pode ser um sinal de alerta. Para os países emergentes em especial, que dependem das boas relações com os Estados Unidos, o alerta é redobrado.

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Destaque AE 032

Destaque AE 032: há razões para tanto otimismo com o desempenho da economia?

Diversos analistas que estão otimistas com o desempenho da economia. A revista britânica The Economist apresentou uma matéria de capa com essa perspectiva (veja aqui a matéria original). Mas fica a pergunta: há razões para tanto otimismo com o desempenho da economia?

A realidade é um sistema complexo. Usamos todos os dias modelos simplificados, como mapas, para nos guiar na realidade. Mas o fato de utilizarmos modelos simplificados não anula a perspectiva de que a realidade é complexa.

Pense na sua rede de contatos, por exemplo. Agora, pense na rede de contatos dos seus contatos. Agora na rede de contatos dos contatos dos seus contatos. Parece complicado? Não, não é complicado, é complexo.

Complexo não significa difícil, complicado. Complexo significa, basicamente, que há um elevado número de interações no sistema gerando novas informações e possibilidades o tempo todo.

O mundo, a realidade, é um sistema complexo. E a economia é um “subsistema” dessa grande realidade global.

Recentemente, compartilhamos com nossos assinantes que 2017 será um ano que não promete grandes coisas (veja o Destaque AE 031). E, claro, fazendo uso de toda honestidade intelectual possível, há sempre a possibilidade de estarmos inteiramente errados.

Mas com base em que nós fizemos essa consideração?

Parte significativa da resposta é justamente a realidade complexa. Para tanto, resgatemos um pouquinho de história.

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Destaque AE 031

Por que 2017 não promete? (Destaque AE 031)

Sabe por que 2017 não promete ser um ano tão bom quanto muitos analistas esperam? Pra começar, essa perspectiva foi referendada no início da semana, quando o IBGE divulgou um dado verdadeiramente ruim. Contrariando a maioria das expectativas do mercado, inclusive a nossa – que de otimista não tinha nada – o PIB regrediu 0,9% no último trimestre de 2016 na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Que estamos imersos numa crise sem precedentes, todo mundo já sabe. Todo mundo mesmo! Mas que o país apresentaria queda tão intensa nos dois últimos trimestres do ano, isso parece ter surpreendido até o mais pessimista dos economistas. O país amargou mais um ano de forte queda, desta vez de -3,6%. Não sei se o adjetivo “melhor” se encaixaria neste contexto quando comparamos com a queda de -3,85% no ano de 2015. Ainda assim, o desempenho foi “melhor” que 2015.

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Destaque AE 030

Toma lá, dá cá

Liberar R$ 43,6 bilhões das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) deve movimentar a economia de diversas maneiras, ainda que essa atividade seja apenas para contribuir para a melhora no curtíssimo prazo. Agora, de que maneira o governo pode atuar para trazer esse dinheiro de volta aos cofres públicos?

Uma coisa é certa, o dinheiro sacado das contas inativas do FGTS será para pagar dívidas, para adquirir bens e serviços e, portanto, devem retornar em parte para o governo na forma de impostos. Mas de que maneira o governo então poderia atuar para que esse dinheiro voltasse mais rapidamente e em maior volume para contribuir para a diminuição do desequilíbrio fiscal?

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