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A Análise Econômica é uma consultoria econômico-financeira com a expertise em produzir estudos que apresentam uma leitura clara, completa e objetiva da realidade econômica. Buscamos diariamente produzir análises que, de fato, permitam que os visitantes de nosso site, bem como nossos clientes, possam tomar decisões mais assertivas na vida financeira e nos negócios. Ainda mais em um ambiente inundado por informações (muitas vezes confusas) divulgadas nos mais diversos meios de comunicação.

E, felizmente, ampliamos o nosso alcance. Estabelecemos uma parceria com o gigante Investing.com.

A Investing.com

Fundado em 2007, o site Investing.com é uma fonte definitiva de ferramentas e informações relacionadas aos mercados financeiros, tais como cotações, fluxo contínuo de gráficos em tempo real, notícias financeiras atualizadas, análise técnica, lista e diretório de corretoras, calendário econômico, ferramentas e calculadoras.

A página oferece informações detalhadas sobre câmbio, índices, ações, futuros, opções, produtos, taxas e títulos. Com um público leitor crescente em todo o mundo, o site Investing.com é um portal financeiro líder global que está constantemente empenhado em lançar funções e seções inovadoras para garantir uma fonte completa para seus leitores.

Os números do site Investing.com são surpreendentes:

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  • 380.000.000 de pageviews mensais;
  • 690.000 de visitantes móveis diários.
A parceria

A Análise Econômica Consultoria publicará semanalmente no portal Investing.com as análises políticas e econômicas, nacionais e internacionais, que temos produzido desde o início de nossas atividades. Acreditamos que nossas análises também darão aos leitores do Investing.com uma visão clara, completa e objetiva da economia para, assim, elaborar melhores cenários de mercado para embasar suas decisões.

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O mercado financeiro encerra uma semana cheia de fatos importantes, indicadores econômicos e volatilidade.

Não é para surpreender.  O julgamento do impeachment de Dilma Rousseff está entre os assuntos mais importantes da semana e fez o mercado “segurar” suas fichas esperando a definição do que já era tido como certo (já estava precificado, no jargão financeiro).

Fato é que o mercado precisava dessa definição para voltar suas atenções para o que realmente importa, a economia.

Uma vez definido todo o processo, o mercado começou a se reestruturar para a nova realidade.  A definição de Michel Temer no comando trouxe, em princípio, o que tanto se almejava: a estabilidade política.

Entende-se que o governo terá na base aliada a quantidade de votos suficientes para aprovar as reformas que tem como proposta. Isso posto, o mercado se anima com a nova perspectiva e possibilidade no futuro.

Ainda na semana passada, o discurso do FED trouxe uma leve percepção que, sendo satisfatórios os dados do payroll (mercado de trabalho), haveria a possibilidade do aumento da taxa de juros norte-americana. Então o mercado observou com atenção o dado que foi divulgado nessa sexta-feira às 9h30.

Contudo, o que veio foi decepção.  Mais uma vez a economia norte americana trouxe seus dados abaixo do esperado pelas projeções. E em grande medida, surpreendendo o mercado e sinalizando que talvez o tão falado aumento da taxa de juros americana possa ser adiado.

Ânimo para o Ibovespa que encerra seus negócios em alta, com destaque para as ações que em sua maioria encerraram o pregão com elevações superiores a 3%.

Complementarmente, a viagem de Michel Temer para china tem um significado muito maior que os acordos comercias podem sugerir. Na minha percepção, essa viagem torna-se uma amostra ao mundo da renovação política e econômica do país, tentando demonstrar que o país possui estrutura para um novo ciclo de crescimento.

O Banco Central do Brasil observa tudo isso de forma discreta e sem grandes intervenções. A moeda parece ter atingido um patamar confortável (entre R$3,20 e R$3,30) e a decisão do COPOM de manutenção da taxa Selic em 14,25 ao ano demonstra certa “tranquilidade” em relação ao futuro próximo.

Na medida em que a credibilidade do país for aumentando, acredito que a recuperação dos investimentos será rápida e provavelmente Michel Temer entregará o país em melhores condições para seu sucessor, em 2018.

Parte da mídia ainda dramatiza o possível retorno de Dilma ou sinaliza uma oposição forte ao governo de Temer. Todavia, vale lembrar que os aliados de Dilma e de seu partido são poucos e que uma das melhores características de Michel Temer é a articulação política que possui.

Não tem jeito. Falar de mercado financeiro sem tocar nos assuntos políticos dessa semana, seria enganar o leitor.

Assim, o Ibovespa encerrou o dia de hoje cotado a 59.616 pontos, alta de 2,37%.

Dólar encerrou cotado a R$ 3,25, queda de 0,03% no dia.

Bom final de semana!

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Quem é empresário sabe, principalmente em tempos de crise, que está difícil “sobrar” dinheiro no final do mês. Imagine, ainda que devidamente, retirar 30% de onde já não sobra. Certamente seria o fim da empresa. O que, obviamente, geraria outros tantos danos (aumento do desemprego, queda na fonte de arrecadação, retração da economia etc.).

Atento a isso, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que penhorar 30% do faturamento bruto mensal de uma empresa pode resultar na inviabilidade financeira da sociedade, pois retira parte da receita necessária à sua atuação.

No recurso julgado, recai sobre a empresa penhora de 30% de seu faturamento, montante esse reduzido para 5%, pelas razões expostas.

O processo cuidava de uma execução extrajudicial por parte de um banco contra uma empresa administradora de rodovias. A dívida era de R$ 127 milhões e as decisões das instâncias anteriores arbitraram a penhora em 30% do faturamento mensal da empresa, com o objetivo de abatimento da dívida discutida.

Por fim, o ministro relator do recurso, Raul Araújo, afirmou que a jurisprudência da Corte reconhece a penhora sobre o faturamento da empresa, contudo, desde que seja necessário e que atenda, cumulativamente, três requisitos: inexistência de bens passíveis de garantir a execução; nomeação de administrador e fixação de percentual que não inviabilize a atividade empresarial.

Ficou com alguma dúvida? Envie e-mail para contato@fernandeschristofaro.com.br.

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A notícia de que o INSS começará a realizar um “pente-fino” nos benefícios por incapacidade teve grande repercussão essa semana.

Um dos motivos do alvoroço causado foi que os peritos não analisarão somente a situação física do segurado que recebe auxílio doença ou aposentadoria por invalidez, mas também inspecionarão informações divulgadas pelos segurados em redes sociais (facebook, instagram, twitter etc.).

Os peritos buscarão provas que demonstrem a desnecessidade do benefício. O objetivo do governo interino é cortar ao menos 30% dos 840 mil auxílios concedidos há mais de dois anos, além das aposentadorias por invalidez mais antigas. Com isso, espera-se economizar R$ 6,340 bilhões ao ano.

O auxílio doença é um benefício por incapacidade concedido ao segurado do INSS acometido por uma doença ou acidente que o torne temporariamente incapaz de trabalhar. Já a aposentadoria por invalidez é concedida ao trabalhador permanentemente incapaz de exercer qualquer atividade laboral, e que não possa ser reabilitado em outra profissão.

O problema é que, de acordo com o governo, muitos dos beneficiários não cumprem mais os requisitos para usufruir do benefício, embora continuem recebendo. É o caso, por exemplo, de uma segurada afastada por depressão profunda e que posta em suas redes sociais fotos de festas, viagens, mensagens de que o presente ano está sendo o melhor de sua vida etc. Perceba que para uma pessoa com depressão profunda a ponto de não conseguir trabalhar esse comportamento é bem contraditório.

Uma cliente perguntou: “mas doutor, então o cidadão tem que ficar chorando o dia todo em casa?”.

É evidente que não. Contudo, é óbvio também que determinadas atitudes acabam por contradizer aquilo que foi alegado para conseguir o benefício. Ninguém é bobo!

Pode existir abusos nas interpretações das postagens nas redes sociais? O ideal é que não, mas pode ocorrer.

E qual seria a orientação para minimizar os riscos?

Recomendo que tenha cuidado com o que publica na internet. Atenção, isso não é uma recomendação para esconder uma fraude (que devem ser combatidas), mas sim para evitar que publicações dúbias possam te prejudicar. Uma publicação que para você não significa nada, pode ser mal interpretada pelo perito. Na dúvida, não publique!

Se ainda assim ocorrer algum tipo abuso, recomendamos que procure um advogado de sua confiança para que ele tome as providências cabíveis.

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Nas colunas anteriores, terminei os textos chamando atenção para o fato de que para não ter surpresas desagradáveis no momento da aposentadoria, o segredo é se planejar. Contudo, em nenhum dos dois textos eu defini o que seria esse planejamento e nem como ele deve ser feito.

Não, eu não queria deixá-los sem essa informação, e também não queria criar um suspense desnecessário. Preferi, antes disso, trazer apenas dois textos demonstrando como a falta de planejamento pode influenciar a sua aposentadoria. Os textos anteriores podem ser lidos aqui e aqui.

Além das inúmeras regras que o próprio sistema previdenciário traz, existem outros tantos fatores complicadores no momento da aposentadoria. Fatores de ordem burocrática, tais como: recolhimento contribuições em atraso, documentos incorretos/faltantes, cálculos etc., isso para ficarmos em pouquíssimos exemplos. É nesse momento que você percebe a importância de ter feito um planejamento prévio da sua aposentadoria.

Mas o que é e como funciona o planejamento previdenciário?

O planejamento previdenciário é feito com base no seu histórico previdenciário, tecnicamente chamados de CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais). Nele constam informações da sua “vida previdenciária”, isto é, das contribuições que você já fez, empresas onde trabalhou, atividades que exerceu, tempo de trabalho etc.

Com esse histórico, é possível diagnosticar e corrigir eventuais erros, calcular o tempo que resta para se aposentar, o momento ideal para requerer o benefício, o valor mensal que receberá e planejar os próximos passos.

Planejar os próximos passos, em síntese, é tomar as medidas necessárias para adequar a situação atual à situação almejada. Trocando em miúdos, é dizer quanto você receberia mensalmente com o atual cenário e o que deve fazer para receber o valor mensal que gostaria no futuro. Afinal, o salário que receberá futuramente de aposentadoria é proporcional ao que você contribuiu mensalmente durante o período que esteve trabalhando.

Ficou com alguma dúvida? Envie e-mail para contato@fernandeschristofaro.com.br.

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