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O capital de giro corresponde ao dinheiro que faz a empresa acontecer e o negócio “girar”, como o próprio nome indica. É esse montante que assegura, por exemplo, que haja condições de comprar insumos para a produção em uma indústria, mercadorias para a revenda no comércio ou ferramentas para a execução de serviços, além do pagamento de impostos, salários e outras despesas operacionais.

Capital de giro significa, portanto, capital de trabalho, ou seja, o capital necessário para financiar a continuidade das operações da empresa.

Conforme o próprio nome indica, o capital de giro está relacionado com todas as contas financeiras que giram ou movimentam o dia a dia da empresa.

Se o capital de giro está relacionado com as contas financeiras que giram ou movimentam o dia a dia da empresa, podemos concluir que:

  • Toda empresa que vende a prazo precisa de recursos para financiar seus clientes;
  • Toda empresa que mantém estoque de matéria-prima ou de mercadorias precisa de recursos para financiá-lo;
  • Quando a empresa compra a prazo (matéria-prima ou mercadorias) significa que os fornecedores financiam parte ou todo o estoque;
  • Quando a empresa tem prazos para pagar as despesas (impostos, energia, salários e outros gastos) significa que parte ou o total dessas despesas é financiada pelos fornecedores de serviços.

A interpretação das situações acima nos leva a determinar em quais contas a empresa precisa aplicar recursos (ativos) e de que contas a empresa obtém recursos para financiar (passivos) o capital de giro.

Um conceito importante para entendimento do capital de giro está relacionado à necessidade desse dinheiro. Essa necessidade indica o montante de recursos que a empresa precisa para financiar suas operações, ou seja, o valor dos recursos que a empresa precisa para que seus compromissos sejam pagos nos prazos de vencimento.

Capital de giro é parte dos bens de uma empresa representados pelo estoque de produtos e pelo dinheiro disponível (imediatamente e a curto prazo). Também chamado de capital circulante.

Fórmula do capital de giro

Em suma, na maioria dos negócios, as despesas costumam “correr na frente”, ou seja, primeiro você tem o gasto para depois ter a receita. Por isso, é imprescindível calcular e descobrir quanto você precisa para não correr riscos.

A necessidade de capital de giro varia conforme o ciclo de caixa da empresa. Além dos valores envolvidos, quanto mais ela demorar a receber, mais longo será o ciclo e maior será a demanda por recursos para custear a operação.

Essa é uma conta que precisa ser incluída na rotina do negócio. É comum que o capital de giro corresponda a até 60% do total de ativos. Se identificar a falta de recursos, terá que promover cortes nas despesas, reduzir a inadimplência, renegociar dívidas e talvez recorrer a empréstimos, comprometendo futuros ganhos com os juros cobrados pelos bancos.

O Capital de Giro Líquido (CGL) resulta da subtração dos valores relativos ao ativo circulante pelos valores do passivo circulante. Contudo, diferentemente do sentido mais amplo de capital de giro, o capital de giro líquido considera também o seu saldo disponível (ativo) e empréstimos (passivos), além do que está diretamente relacionado com a operação da empresa.

Ele popde ser representado pela seguinte fórmula:

CGL = AC – PC

São exemplos de ativos circulantes:
  • Dinheiro em caixa;
  • Dinheiro em bancos;
  • Aplicações financeiras;
  • Duplicatas;
  • Contas a receber;
  • Mercadorias e bens em estoque.
São exemplos de passivos circulantes:
  • Fornecedores;
  • Contas a pagar;
  • Folha de pagamento
    Encargos sociais;
  • Impostos;
  • Empréstimos;
  • Dívidas com vencimento em um ano.

O resultado obtido representa em que medida o passivo circulante financia o ativo circulante. A busca deve ser sempre pelo equilíbrio entre risco e rentabilidade.

Como estamos falando de curto prazo, um alto investimento em ativos circulantes reduz a lucratividade do negócio, mas o contrário eleva o risco de não honrar as obrigações e se tornar inadimplente.

Ao conhecer o seu capital de giro líquido, o gestor pode melhor avaliar seu planejamento estratégico, tendo bons elementos para definir sua política de preços, compras e prazos de recebimentos, por exemplo.

O negócio também pode funcionar com capital de giro próprio, que nada mais é do que a capacidade que uma empresa possui para financiar seu ciclo operacional com recursos próprios e não de terceiros.

Ele considera dois elementos importantes:

  • Patrimônio líquido: representa a riqueza efetiva da empresa, figurando no balanço patrimonial como um passivo não exigível. Nessa categoria, por exemplo, estão os valores investidos no negócio, os lucros gerados e que aguardam a distribuição entre os sócios, além de reservas de valores.
  • Ativo permanente: representa bens e direitos de permanência duradoura e difícil liquidez (facilidade com que são transformados em dinheiro), mas que são utilizados na operação do negócio. São classificados como imobilizados (como móveis, imóveis, equipamentos e veículos), investimentos (geram rendimentos, mas não são necessários à atividade), intangíveis (não monetários e sem existência física, como marcas e patentes) e diferidos (despesas que contribuem com resultados futuros, como gastos pré-operacionais, com pesquisas, sistemas e desenvolvimento de produtos).

Quando a conta resulta em um saldo positivo, significa que todo o ativo permanente e não circulante foi financiado com recursos próprios e há ainda valores disponíveis para outras aplicações. Já o saldo negativo indica capital de giro próprio insuficiente, exigindo recursos de outra natureza para completar seu financiamento (capital de giro de terceiros).

Fonte: Blog Conta Azul; Sebrae-SP; Dicionário de Economia do Século XXI.

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Câmara de compensação é uma organização que reúne vários bancos de uma localidade como objetivo de liquidar os débitos entre eles. Essa liquidação se dá compensando todos os cheques emitidos contra cada um de seus membros, mas apresentados para cobrança em qualquer um dos outros.

A compensação dos cheques se faz de maneira puramente escritural (ou seja, em que não já movimentação física de valores), evitando-se assim o transporte de grandes importâncias em dinheiro.

A primeira câmara de compensação que surgiu foi a Clearing-House, de Londres, em 1775; a de Nova Iorque data de 1853. No Brasil, a compensação de cheques é feita pelo Banco Central do Brasil.

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Bens de consumo duráveis são bens que prestam serviço durante um período de tempo relativamente longo, como uma máquina de lavar roupa ou um automóvel.

Diferem dos bens de consumo não-duráveis, como os alimentos, que são usados uma única vez.

Além essa diferença intrínseca, os bens de consumo duráveis diferem dos não-duráveis pelo fato de que sua comercialização está sujeita a oscilações muito maiores, devido a modismos, à situação econômica geral e a outras influências.

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Alavancagem (em inglês, leverage) é um termo usado especialmente no mercado financeiro para designar a obtenção de recursos para realizar determinadas operações.

Num sentido mais preciso, significa a relação entre endividamento de longo prazo e o capital empregado por uma empresa.

O quociente “endividamento de longo prazo/capital total empregado” reflete o grau de alavancagem aplicado. Quanto maior for o quociente, maior será o grau de alavancagem.

Em outras palavras, designa qualquer técnica utilizada para multiplicar a rentabilidade através de endividamento.

Resulta, portanto, da participação de recursos de terceiros na estrutura do capital da empresa. A empresa se utiliza de ativos ou de recursos externos, tomados a um custo (taxa de juros) fixo, visando aumentar o lucro dos seus acionistas.

O outro lado da alavancagem

A desalavancagem, por sua vez, significa menos crédito, redução de endividamento, capacidade em reduzir dívida.

Empresas começaram a reduzir suas dívidas e seus investimentos com medo da perda de lucros. Consumidores reduziram suas dívidas com medo do desemprego. Bancos reduziram seus balanços para diminuir seu risco total, reduzindo assim sua necessidade de captação. Isto é desalavancagem.

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Câmbio é uma operação financeira que consiste em vender, trocar ou comprar valores em moedas de outros países. Também pode ser a operação com papéis que representem moedas de outros países.

Para essas operações, são utilizados cheques, moedas propriamente ditas ou notas bancárias, letras de câmbio, ordens de pagamento etc.

Até o século 19, a maioria das moedas tinha seu valor determinado por certa quantia de ouro e prata que representavam. Atualmente, não há mais o lastro metálico para servir de relação no câmbio entre as moedas. Assim sendo, as taxas cambiais são determinadas por uma conjunção de fatores intrínsecos ao país, principalmente a política econômica vigente.

O câmbio não possui apenas o valor teórico de determinar preços comparativos entre moedas, mas a função básica de exprimir a relação efetiva de troca entre diferentes países — a troca de moedas é consequência das transações comerciais entre países.

No Brasil, a rede bancária, liderada pelo Banco do Brasil, é a intermediária nas transações cambiais. Os exportadores, ao receberem moeda estrangeira, vendem-na aos bancos. Os bancos, por sua vez, revendem essa moeda aos importadores para que paguem as mercadorias compradas. Essas transações são sempre reguladas pelo governo, que fixa os preços de compra e venda das moedas estrangeiras.

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