Varejo recuou 0,2% em fevereiro

Varejo recuou 0,2% em fevereiro

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Varejo recuou 0,2% na passagem de janeiro para fevereiro de 2017 - Alerta AE 12/04/2017

O varejo recuou 0,2% na passagem de janeiro para fevereiro. Apesar de ter pego parte dos analistas de surpresa, a queda veio em linha com nossas expectativas (veja o Semanal 064 PRO). Esperávamos uma queda de 0,3%, desse modo, o resultado veio um pouco melhor que nossa projeção.

O resultado seguiu forte avanço de 5,5% apontada no mês anterior. Cabe ressaltar que o dado é reflexo de ajuste metodológico, pois o resultado anterior apontava queda de -0,7%. A revisão metodológica consistiu no

  • aumento da amostra das empresas pesquisadas,
  • mudança do ano base da pesquisa de 2011 para 2014 e
  • adoção de novas ponderações para as empresas, para que passem a representar a Pesquisa Anual de Comércio de 2014.

Na comparação interanual, fev/17 contra mesmo período do ano anterior, as vendas do varejo apresentaram recuo de 3,2%. No mês de janeiro, a variação interanual foi revista de -7,1% para -1,2%.

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Varejo recuou 0,2% em fevereiro. Pesquisa Mensal do Comércio (jan/15 a fev/17, mensal e acumulado em 12 meses).
Clique na imagem para ampliar.
Varejo recuou puxado por “artigos de uso pessoal e doméstico”

A taxa de -0,2% no volume de vendas do comércio varejista na passagem de janeiro para fevereiro de 2017 apresentou predomínio de resultados positivos entre as atividades que compõem o varejo. Setorialmente, os cinco segmentos que mostraram avanço, por ordem de magnitude de taxa, foram:

  • Móveis e eletrodomésticos (3,8%);
  • Tecidos, vestuário e calçados (1,5%);
  • Livros, jornais, revistas e papelarias (1,4%);
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,0%); e
  • Combustíveis e lubrificantes (0,6%).

Por outro lado, as atividades com taxas negativas foram:

  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%);
  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-1,5%); e
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,8%).

O comércio varejista ampliado, que agrega o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou aumento para o volume de vendas e para a receita nominal, com taxas de 1,4% e 1,0%, respectivamente.

Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, as variações foram de -4,2% para o volume de vendas e de -1,7% para a receita nominal. No volume de vendas, as taxas acumuladas foram de -2,1% no ano e de -7,5% nos últimos 12 meses, e para a receita nominal os mesmos indicadores apresentaram variações de 0,8% e -0,3%, respectivamente.

Algumas considerações

Os dados apresentados corroboram com a tendência de que a atividade do 1º trimestre de 2017 ainda apresentará contração ou, no limite, estabilidade. Temos ressaltado que o setor deve manter a trajetória de recuo até meados desse ano devido ao

  • aumento do desemprego,
  • redução dos rendimentos reais do trabalhadores e
  • restrição creditícia.

Esse fatores têm colaborado para diminuir intensamente a demanda.

O varejo recuou e tenda a continuar recuando também influencia negativamente pela desalavancagem (empresas e indivíduos), que deverá persistir de maneira mais intensa ao menos até 3º trimestre deste ano.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com a gente.

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