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Confiança dos serviços da FGV: resultados e expectativas dos empresários do setor de serviços

confiança de serviços

A confiança dos serviços é extraída da Sondagem de Serviços, realizada mensalmente pela FGV. A pesquisa busca captar o sentimento dos empresários de serviços em relação à economia, seu setor e seus negócios.

Quando o empresário de serviços está otimista, tende a investir mais e impulsiona o crescimento econômico; quando está pessimista, reduz seus investimentos, freando a atividade.

Inspirada em metodologias consagradas nos EUA e na União Europeia, essa pesquisa avalia e projeta as percepções dos empresários de serviços sobre a situação atual da economia, seu setor e seus negócios, além das expectativas para os próximos seis meses.

Os resultados são um termômetro essencial para quem deseja antecipar tendências e ajustar estratégias de negócios no curto prazo.

Acompanhe a seguir.

Qual foi o último resultado da confiança dos serviços?

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) do FGV IBRE caiu 1,0 ponto em julho, para 89,7 pontos, atingindo o menor nível desde maio de 2021. Na média móvel trimestral, o índice variou -0,2 ponto.

A queda do ICS refletiu a piora tanto das avaliações sobre o presente quanto das expectativas futuras. O Índice de Situação Atual (ISA-S) recuou 0,4 ponto, para 92,3 pontos — patamar mais baixo desde fevereiro de 2022. Já o Índice de Expectativas (IE-S) cedeu 1,6 ponto, chegando a 87,2 pontos.

O resultado reforça o movimento de desaceleração da confiança no setor ao longo do ano. Apesar de alguma resiliência na demanda presente, os empresários seguem cautelosos diante de um cenário macroeconômico complexo, marcado por incertezas, política monetária ainda restritiva e expectativas negativas para a atividade no segundo semestre.

Veja o resultado de maio da sondagem dos serviços aqui.

Observe a tabela abaixo com o resumo da variação dos índices que compõem a confiança dos serviços:

SondagemÍndice de situação atualÍndice de expectativasÍndice de confiançaVariaçãoÚltima divulgaçãoLink
Serviços92,387,289,7-1,030/07/2025ICS

Quando serão as próximas divulgações das sondagens da FGV?

As próximas divulgações das sondagens da FGV já têm datas previstas, permitindo que analistas, empresários e investidores se preparem adequadamente. Geralmente, o calendário é disponibilizado no início de cada ano, detalhando os meses em que saem os relatórios de confiança dos serviços. 

Dessa forma, quem acompanha o índice de confiança  dos serviços pode organizar reuniões e ajustar projeções com base nos dados que serão divulgados. 

Veja as próximas datas a seguir:

MêsSondagem de ServiçosStatusRelease
jan./2530DivulgadaAqui
fev./2527DivulgadaAqui
mar./2528DivulgadaAqui
abr./2529DivulgadaAqui
mai./2529DivulgadaAqui
jun./2527DivulgadaAqui
jul./2530DivulgadaAqui
ago./2528A divulgar
set./2529A divulgar
out./2530A divulgar
nov./2527A divulgar
dez./2530A divulgar
jan./2630A divulgar
fev./2626A divulgar
mar./2630A divulgar
abr./2629A divulgar

O que é a confiança dos serviços da FGV?

A confiança dos serviços é o resultado de uma pesquisa mensal e sistemática realizada pelo FGV IBRE, a sondagem de serviços. Ela mede a percepção das empresas do setor de serviços sobre as condições atuais e as perspectivas futuras de seus negócios.

Cada sondagem da FGV foca em um segmento específico da economia. No caso dos serviços, ela capta o grau de otimismo ou pessimismo das prestadoras de serviços, agências, escritórios e demais elos dessa cadeia produtiva entrevistados.

O Índice de Confiança dos Serviços resultante sintetiza essas impressões qualitativas em um único indicador, que auxilia na tomada de decisões de investimento, no planejamento da oferta de serviços e na gestão de recursos. Para isso, a FGV aplica entrevistas padronizadas, garantindo a comparabilidade dos dados ao longo do tempo.

Na sondagem de serviços, são coletadas opiniões sobre demanda por novos contratos, ritmo de atendimento, contratações de mão de obra, custos operacionais e condições de crédito.

Essa dimensão comportamental da confiança no setor de serviços é fundamental para antecipar ciclos de expansão ou retração, permitindo que empresas e formuladores de políticas públicas adotem medidas com maior proatividade.

O que é índice de confiança?

O Índice de Confiança dos Serviços é um indicador estatístico que traduz o grau de otimismo ou pessimismo das empresas do setor quanto ao momento atual e às perspectivas futuras. Funciona como um termômetro do mercado de serviços, refletindo percepções sobre demanda por serviços, custos operacionais, acesso ao crédito e ritmo de contratações.

A Fundação Getúlio Vargas consolida essas respostas em um único valor, que sinaliza se o ambiente para investimentos em serviços está mais favorável ou adverso. Por captar o sentimento dos gestores antes mesmo de os dados oficiais de mercado serem divulgados, esse índice antecipa tendências.

Ao acompanhar o Índice de Confiança dos Serviços, prestadores, consultorias e investidores conseguem prever movimentos do mercado: ajustar cronogramas de atendimento, revisar orçamentos de insumos ou refinar estratégias de financiamento.

Quando o indicador fica acima de 100 pontos (ou acima de sua linha de corte histórica), indica conforto e perspectiva de expansão — momento em que as empresas tendem a ampliar a oferta de serviços e efetuar novas contratações.

Já valores abaixo desse nível revelam cautela ou pessimismo, levando frequentemente a postergar lançamentos de novos serviços, reduzir turnos de trabalho e adotar medidas de contenção de custos. Esse comportamento cíclico evidencia a sensibilidade do setor às condições macroeconômicas, às taxas de juros e às políticas públicas de fomento.

Como é feito o cálculo do índice de confiança?

O cálculo do Índice de Confiança dos Serviços começa com a elaboração de questionários específicos, contendo perguntas que avaliam o humor dos gestores de serviços quanto à situação atual e às perspectivas futuras. Cada resposta recebe uma pontuação padronizada, associada a percepções positivas, neutras ou negativas.

Em seguida, a FGV IBRE consolida esses dados, aplicando fórmulas estatísticas que geram médias ou indicadores-síntese, resultando no valor final do índice. Todo esse processo é meticuloso, para garantir que as variações reflitam mudanças reais na percepção dos participantes.

Na prática, a sondagem de serviços considera duas dimensões principais: a situação atual e as expectativas. As respostas são processadas para calcular subíndices distintos, que depois se unem em um único indicador agregado.

Um exemplo simplificado ocorre quando a pergunta aborda a visão sobre o volume de atendimentos ou a carteira de contratos. Se a maioria dos entrevistados manifesta otimismo em relação à demanda por serviços ou ao faturamento futuro, a pontuação sobe.

Caso predomine o pessimismo, o índice recua. A análise estatística busca eliminar ruídos e assegurar comparabilidade entre períodos, pois a mesma metodologia é aplicada mês a mês.

A FGV IBRE utiliza amostras representativas de empresas de serviços, seguindo rigorosas normas de pesquisa. Assim, o resultado reflete um panorama amplo do setor, evitando distorções causadas por segmentos específicos.

Ao agrupar várias questões em componentes, o Índice de Confiança dos Serviços passa a representar uma média ponderada de fatores como emprego, investimento e demanda. Por isso, compreender a metodologia é fundamental para interpretar corretamente eventuais oscilações de um mês para outro.

Qual a diferença entre o índice de situação atual e o índice de expectativas?

A principal diferença entre o índice de situação atual e o índice de expectativas reside no horizonte temporal que cada um avalia. O índice de situação atual procura mensurar o sentimento dos entrevistados em relação ao presente, considerando fatores como vendas recentes, demanda imediata, nível de estoques e percepção sobre renda ou produção. 

Já o índice de expectativas se volta ao futuro próximo (geralmente seis meses à frente), investigando a confiança dos agentes sobre o que virá nos meses seguintes, incluindo intenções de investimento, planos de contratação e projeções de crescimento ou retração.

Na prática, o índice de situação atual funciona como um retrato do momento, refletindo o ambiente econômico e setorial de forma imediata. Se a situação atual é positiva, significa que os empresários e consumidores estão satisfeitos com as condições vigentes, podendo manter ou ampliar suas atividades. 

Entretanto, essa satisfação não garante uma visão otimista do futuro, já que fatores como políticas públicas, câmbio e ciclos internacionais podem mudar o cenário. Por sua vez, o índice de expectativas capta a percepção das tendências, dando indícios sobre a probabilidade de manutenção ou mudança no ritmo econômico.

A FGV combina esses dois índices em sua análise, permitindo identificar divergências importantes. Por exemplo, o índice de situação atual pode estar alto, indicando boas vendas e receitas no presente, mas o índice de expectativas pode cair, sugerindo insegurança em relação ao futuro. 

Esse desalinhamento serve de alerta para gestores, que precisam avaliar se o momento positivo é sustentável. Da mesma forma, pode acontecer o oposto: a situação atual é desafiadora, mas as expectativas são altas, indicando confiança em medidas de recuperação e melhora.

Como as empresas de serviços no Brasil devem usar as informações das sondagens da FGV?

As prestadoras de serviços, consultorias e demais empresas do setor de serviços no Brasil devem utilizar os resultados da sondagem de serviços do FGV IBRE como base de análise contínua para orientar decisões em momentos críticos e identificar oportunidades de expansão.

Esses dados ajudam a entender o “humor” do mercado, antecipando se a propensão será maior ou menor para lançar novos pacotes de serviço, ampliar equipes de atendimento ou investir em infraestrutura. 

Com isso, gestores podem ajustar cronogramas de entrega, planejar o lançamento de novas ofertas e revisar orçamentos de custos operacionais conforme cenários otimistas ou pessimistas. O Índice de Confiança dos Serviços, nesse contexto, torna-se uma ferramenta vital para programar investimentos com segurança.

Além disso, as empresas podem cruzar o Índice de Confiança dos Serviços com indicadores internos — como carteira de contratos, ritmo de atendimento e ticket médio por cliente — para verificar se a percepção externa do setor se reflete em tendências de execução.

Por exemplo, se a confiança no setor recua, mas a carteira de contratos se mantém estável, isso pode revelar um diferencial competitivo ou nicho de serviço a ser explorado. Por outro lado, se o índice sobe e a demanda real não acompanha, pode ser o momento de revisar estratégias de prospecção ou otimizar campanhas de vendas. Assim, a integração entre pesquisa externa e dados próprios gera insights precisos para decisões operacionais.

Essa visão macro, combinada à análise de métricas internas, garante que as empresas de serviços se posicionem com agilidade e assertividade, antecipando ciclos de expansão ou protegendo-se contra possíveis desacelerações.

O uso estratégico das sondagens eleva a competitividade do setor de serviços, pois as decisões passam a se apoiar em sinais claros do mercado, reduzindo riscos de erro e conferindo maior solidez aos resultados.

Histórico da Confiança dos Serviços

Acompanhe os dados históricos dessazonalizados do índice de confiança dos serviços da FGV na tabela a seguir.

MêsÍndice de confiançaÍndice de situação atualÍndice de expectativas
01/202495,396,494,4
02/202493,996,691,4
03/202495,296,194,5
04/202494,796,193,5
05/202494,197,291,3
06/202494,495,293,9
07/202494,796,593,2
08/202495,096,893,4
09/202494,595,993,3
10/202495,696,694,9
11/202494,997,193,0
12/202494,397,391,6
01/202591,894,789,0
02/202591,795,188,6
03/202592,995,390,8
04/202590,493,887,2
05/202591,994,289,8

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