Brasil: Acordo com o Mercosul e Ibovespa renova máxima histórica
O Parlamento Europeu aprovou enviar o acordo com o Mercosul ao Tribunal de Justiça da UE para revisão jurídica, uma decisão que pode atrasar a ratificação formal por meses ou até anos. O Monitor do PIB, da FGV, aponta que a economia brasileira cresceu 1,1% em novembro de 2025 na comparação com outubro, com destaque para o setor de serviços e investimentos. Na 3ª semana de janeiro, a balança comercial brasileira registrou um déficit de cerca de US$0,24bilhão. No mês, o país acumula superávit de US$3,76 bilhões.
O fluxo cambial estrangeiro registrou entrada líquida de US$2,2 bilhões na última semana. No ano, até o dia 16 de janeiro, o resultado é positivo em US$1,54 bilhão. O Ibovespa renovou a máxima histórica nesta semana, acima dos 171 mil pontos, sustentado pela forte entrada de capital estrangeiro e pela melhora da percepção sobre o mercado brasileiro. O IPC-S da FGV na 3ª quadrissemana de janeiro subiu 0,49%, mostrando uma ligeira aceleração dos preços. O aumento da leitura anterior havia sido de 0,43%.
Cenário internacional: Índice ZEW e PIB da China
A segunda leitura preliminar do PIB dos EUA indica crescimento anualizado de 4,4% no terceiro trimestre do ano. O resultado ficou acima das projeções (4,3%) e da leitura anterior (+3,8%). Já o volume semanal de novos edidos de seguro-desemprego somou 200 mil, abaixo das projeções, mas ligeiramente acima do dado anterior (199 mil).
Na Zona do Euro, o Índice ZEW de sentimento econômico subiu para 40,8 em janeiro, acima da previsão de 36,7, indicando otimismo dos investidores sobre a perspectiva econômica. O PIB da China encerrou 2025 com alta de 5%, em linha com a meta do Partido Comunista Chinês. O crescimento ocorre em meio a um ambiente global adverso e desafios internos. A taxa preferencial de empréstimo anual na China ficou em 3,00% em janeiro. Já a de 5 anos ficou em 3,50%, ambas mantidas sem alteração pelo Banco Popular da China.
Em dezembro, a produção industrial da China avançou 5,2% ano a ano, acima de novembro, sugerindo alguma recuperação do setor fabril e fortalecimento da demanda interna. O Banco Central do Japão manteve sua taxa de juros em 0,75%, o nível mais alto em três décadas, refletindo esforços para controlar pressões inflacionárias persistentes e moeda fraca.
Em resumo
No cenário nacional, a semana trouxe sinais positivos para a economia brasileira, com crescimento de 1,1% do PIB em novembro, puxado por serviços e investimentos, forte entrada de capital estrangeiro e o Ibovespa renovando máxima histórica. Apesar do déficit pontual na balança comercial na terceira semana de janeiro, o saldo do mês segue superavitário, enquanto o fluxo cambial permanece positivo. No campo institucional, avançou o processo do acordo Mercosul–União Europeia, ainda que a revisão jurídica no Tribunal europeu possa atrasar sua ratificação. Já a inflação mostrou leve aceleração, segundo o IPC-S da FGV.
No cenário internacional, os dados reforçam um quadro de atividade resiliente, porém heterogênea. Os Estados Unidos surpreenderam positivamente com crescimento anualizado mais forte do PIB, mesmo com sinais moderados no mercado de trabalho. Na Europa, o aumento do índice ZEW indica melhora do sentimento econômico, enquanto a China encerrou 2025 crescendo dentro da meta, manteve juros estáveis e apresentou recuperação da produção industrial. No Japão, a manutenção da taxa de juros no maior nível em décadas reflete o esforço para conter pressões inflacionárias e estabilizar a moeda.


