Brasil: Segunda prévia do IGP-M de fevereiro mostrou deflação
O índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, recuou 0,20% em dezembro, ante alta de 0,70% em novembro. O Boletim Focus desta semana revisou para baixo a expectativa de inflação para 2026. O mercado financeiro agora antevê uma variação de 3,95% do IPCA este ano. Os respondentes da pesquisa do BC mantiveram inalterada pela décima semana seguida a expectativa de crescimento da economia para 2026, em 1,80%. O índice de preços ao consumidor semanal da FGV registrou alta de 0,45% na segunda quadrissemana de fevereiro. O resultado ficou abaixo dos 0,59% registrados na primeira semana.
Complementarmente, a segunda prévia do IGP-M de fevereiro mostrou deflação de 0,70%, ante queda de 0,49% registrada na primeira prévia deste mês. A taxa de desocupação recuou em apenas 6 das 27 unidades da federação no quarto trimestre. A menor taxa continua em Santa Catarina (2,2%) e a menor em Pernambuco (8,8%).
Cenário internacional: Leitura preliminar indica que o PIB
Nos EUA, a leitura preliminar indica que o PIB cresceu 1,4% no 4º trimestre de 2025 em termos anualizados, resultado bem abaixo das expectativas, de 2,8%. No ano, a alta foi de 2,2%. A produção industrial também registrou avanço de 0,7% em janeiro, enquanto no comparativo anual teve alta de 2,28%. O índice de manufatura do Fed registrou 16,3 em fevereiro, acima das expectativas (7,5) e do resultado anterior (12,6), o que indica uma recuperação mais forte do que o esperado no setor.
Já o mercado de trabalho norte-americano se consolida mais uma vez, com o volume de novos pedidos de seguro-desemprego em cerca de 206 mil, abaixo das expectativas de 223 mil. Na Zona do Euro, a produção industrial recuou 1,4% em dezembro, após três meses consecutivos de avanços moderados. O índice de sentimento econômico da Zona do Euro caiu para 39,4 em fevereiro, bem abaixo das expectativas (45,7), após 40,8 pontos registrados em janeiro.
Em resumo
No cenário nacional, os dados indicam perda de fôlego na atividade ao fim de 2025, com recuo do IBC-Br em dezembro, enquanto as expectativas para 2026 seguem relativamente estáveis. O mercado revisou para baixo a projeção de inflação para 3,95%, mantendo a estimativa de crescimento do PIB em 1,80% pela décima semana consecutiva. Nos preços, houve desaceleração do IPC-S e deflação na prévia do IGP-M, sinalizando alívio no atacado. Já o mercado de trabalho mostrou melhora limitada, com queda da desocupação concentrada em poucas unidades da federação.
No cenário internacional, os Estados Unidos apresentaram crescimento abaixo do esperado no quarto trimestre, mas com sinais mistos na atividade, como avanço da produção industrial e recuperação do índice manufatureiro. O mercado de trabalho segue resiliente, com pedidos de seguro-desemprego abaixo das projeções. Na Zona do Euro, por outro lado, a produção industrial recuou e o índice de sentimento econômico caiu de forma expressiva, indicando enfraquecimento da confiança e da atividade no bloco.

