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Visão rápida da semana: Crescimento mais fraco nos EUA e inflação acelera no Brasil

visão da semana

Brasil: inflação acelera, atividade perde fôlego e setor automotivo reage

O IPCA avançou 0,88% em março, após alta de 0,70% em fevereiro. No acumulado em 12 meses, registra 4,14%, acima das projeções (4,00%) e do resultado anterior (3,81%). O IGP-DI, calculado pela FGV,  avançou 1,14% em março, revertendo a queda de 0,84% registrada em fevereiro.  O PMI composto recuou para 49,9 pontos em março. O PMI do setor de serviços recuou consideravelmente para 50,1 no período, ante o resultado de 53,1 pontos em março.

A balança comercial registrou superávit de US$6,41 bilhões em março, ainda abaixo das expectativas de US$7,40 bilhões. O fluxo cambial registrou saída líquida de US$2,65 bilhões, revertendo o ingresso anterior de US$1,60 bilhão e indicando retirada recente de capital externo do país. A produção de veículos registrou alta de 27,6% em março, acelerando em relação ao avanço de 24,9% no mês anterior e revertendo a queda observada no início do ano. As vendas de veículos acompanharam o movimento, com alta de 45,5%, acelerando de forma significativa frente ao avanço de 8,6% em fevereiro e revertendo a forte queda  em janeiro.

Cenário internacional: crescimento mais fraco nos EUA, sinais mistos na Europa e tensão geopolítica no radar

Nos EUA, o PIB registrou crescimento de 0,5% no quarto trimestre, abaixo das expectativas de 0,7% e o resultado anterior de 4,4%. O índice de preços PCE registrou alta de 0,4%, acima da expectativa de 0,3%. Na comparação anual, a inflação ficou em 2,8%. Os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos somaram 202 mil solicitações, abaixo da expectativa de 212 mil e também inferiores às 211 mil da leitura anterior.

A variação semanal de empregos, medida pela ADP, registrou criação de 26 mil vagas, acima das 15,25 mil da leitura anterior. Na Alemanha, as encomendas à indústria avançaram 0,9%, ante a queda de -11,1% anterior e ficando abaixo da expectativa de 3,0%. Na China, as reservas cambiais somaram US$3,342 trilhões, abaixo dos US$3,428 trilhões no período anterior e também aquém das expectativas do mercado (US$3,400 trilhões).


Em resumo

No cenário nacional, a inflação voltou a acelerar em março, com o IPCA acima das expectativas e o IGP-DI revertendo a queda anterior, sinalizando maior pressão nos preços. Ao mesmo tempo, a atividade mostrou perda de fôlego, com o PMI composto abaixo de 50 pontos e desaceleração no setor de serviços. No setor externo, a balança comercial manteve superávit, embora abaixo do esperado, enquanto o fluxo cambial registrou saída de capital. Por outro lado, o setor automotivo apresentou forte recuperação, com alta expressiva na produção e nas vendas de veículos.

No cenário internacional, os Estados Unidos mostraram crescimento mais fraco do que o esperado, com inflação medida pelo PCE acima das projeções, mas mercado de trabalho ainda resiliente, com pedidos de seguro-desemprego baixos e criação moderada de vagas. Na Europa, a Alemanha apresentou recuperação parcial nas encomendas industriais, embora abaixo das expectativas, enquanto a China registrou queda nas reservas cambiais. No campo geopolítico, a instabilidade voltou a crescer com a retomada das tensões entre Irã e EUA, impactando o mercado de energia e aumentando a incerteza global.

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