Brasil: Atividade resiste, inflação melhora e confiança aumenta
O IBC-Br, índice de atividade econômica do Bacen, registrou alta de 0,1% em maio, abaixo do resultado anterior de +0,50%. No ano, a economia cresceu 1,2%. Já o Monitor do PIB, da FGV, apontou crescimento de 0,7% na atividade econômica em maio. A taxa acumulada em 12 meses foi de 1,7%. O IGP-10, da FGV, caiu 1,13% em julho, recuo ligeiramente maior do que a média projetada pelo mercado. Em junho, o indicador também havia registrado queda, de 0,3%.
No Boletim Focus desta semana, a mediana das projeções para inflação final caíram novamente, O IPCA está em 5,15%, ante 5,16%, e o IGP-M em 5,55%, ante 5,61%. Por outro lado, as projeções para Investimento Direto no País (IDP) avançaram novamente, de US$75,0 bilhões há 4 semanas para US$77,2 bilhões nesta semana. O IPC-S subiu 0,07% na terceira quadrissemana de julho, abaixo do registrado na semana anterior. Brasília apresentou a maior taxa de variação (0,56%), enquanto Recife teve a menor (-0,36%).
Cenário internacional: Bancos centrais mantêm cautela diante de uma economia em desaceleração
Nos EUA, foram registrados 187 mil pedidos iniciais de auxílio-desemprego na semana, surpreendendo o mercado, que projetava cerca de 211 mil, ante os 209 mil da semana anterior. Ainda no mercado de trabalho norte-americano, a ADP registrou cerca de 16,5 mil contratações no setor privado na semana, abaixo do resultado anterior de 19,2 mil. O PMI industrial preliminar nos EUA avançou ligeiramente para de 53,8 para 53,9 pontos em julho, entretanto, o resultado ficou abaixo do esperado (54,4).
Na Zona do Euro, o BCE optou pela manutenção da taxa de juros em 2,40%. No comunicado, o comitê deixou claro que não se compromete com uma trajetória de taxas específicas. Na Alemanha, o índice de preços ao produtor registrou queda de 0,3% em junho, um recuo maior do que o esperado. No acumulado em 12 meses o indicador acumula alta de 1,8%. Na China, a taxa preferencial anual de empréstimo foi mantida em 3,00% na reunião de julho. A taxa de 5 anos também permaneceu inalterada, em 3,50%.
Em resumo
No Brasil, a semana reforçou um cenário de desaceleração gradual da inflação, com novas revisões para baixo nas projeções do mercado e mais um recuo dos índices de preços da FGV. Ao mesmo tempo, os indicadores de atividade continuaram mostrando uma economia resiliente: enquanto o IBC-Br apontou crescimento mais moderado, o Monitor do PIB da FGV indicou uma expansão mais robusta em maio. O avanço das projeções para o Investimento Direto no País também sinaliza maior confiança dos investidores na economia brasileira.
No exterior, os Estados Unidos seguiram apresentando um mercado de trabalho sólido, embora com sinais de perda gradual de ritmo na geração de empregos privados. Na Europa, o Banco Central Europeu manteve a taxa de juros inalterada e reforçou uma postura dependente dos próximos indicadores econômicos. Já a China também optou por manter suas taxas de empréstimo, enquanto a desaceleração dos preços ao produtor na Alemanha reforça um ambiente global de inflação mais contida e crescimento moderado.



