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Visão rápida da semana: Inflação recua, mas mercado de trabalho e confiança enviam sinais distintos.

visão da semana

Cenário nacional: preços cedem enquanto emprego perde ritmo na margem.

O IPCA-15 caiu 0,40% em agosto, ante alta de 0,06%. A variação em 12 meses a cedeu a 4,24%. O IGP-M recuou 0,22% no mês, após recuo de 1,16% em julho. Em 12 meses acumula alta de 2,16%. O Índice de Preços ao Produtor caiu 0,83% em julho, terceira queda mensal seguida e a mais intensa do ano. A variação em 12 meses recuou de 2,47% para 1,94%. A taxa de desocupação recuou a 5,3% no trimestre encerrado em julho. O resultado é o menor para o período na série histórica. A população ocupada também foi recorde na série 103,3 milhões. Dados do Caged mostram que o Brasil gerou 58.568 vagas de emprego no mês de julho. O resultado ficou muito abaixo da mediana das projeções, 114 mil.

Em julho, o IDP somou US$7,5 bilhões e o déficit em transações correntes, US$8,1 bilhões; em 12 meses, acumulam US$88,4 bilhões (3,50%/PIB) e US$62,9 bilhões (2,49%/PIB), respectivamente.
As concessões de crédito totais com ajuste sazonal mantiveram-se estáveis no mês, com diminuição de 0,3% nas operações com empresas e aumento de 0,3% nas operações com famílias.
A confiança do consumidor, da FGV, recuou pelo quarto mês consecutivo em agosto. O índice caiu 3,6 pontos, para 84,7 pontos, o menor patamar desde novembro de 2022. A confiança da construção também caiu 0,6 pontos em agosto, para 91,9 pontos. A confiança na indústria recuou para 93,7 pontos. Em contraponto, a confiança dos serviços avançou para 89,0.

Cenário internacional: crescimento desacelera nos EUA enquanto inflação exige atenção.

Nos EUA, a segunda leitura preliminar do PIB confirmou expansão de 1,5% em termos anualizados
no segundo trimestre, ante 2,1% no primeiro. O índice de preços PCE subiu 0,2% em julho e acelerou a 3,7% em 12 meses, acima do consenso. O núcleo avançou 0,2% no mês e 3,3% no ano, em linha com o esperado. As encomendas de bens duráveis subiram 1,1% em julho, puxadas pela alta de 2,3% em equipamentos de transporte. Excluindo transportes, o avanço foi de apenas 0,4%.

O PIB alemão foi revisado de 0,2% para 0,3% no segundo trimestre, com alta de 1,0% em 12 meses. As exportações voltaram a puxar o crescimento (+2,0%). No Japão, a inflação em 12 meses acelerou a 1,9% em julho, maior taxa desde o final de 2025. O núcleo, que exclui alimentos frescos, subiu de 1,6% para 1,8%, abaixo da meta de 2% do BoJ.

Em resumo:

No Brasil, os indicadores de inflação reforçaram o movimento de desaceleração, com deflação do IPCA-15 e do IGP-M, além da terceira queda consecutiva dos preços ao produtor. No mercado de trabalho, a taxa de desemprego atingiu 5,3%, menor nível da série histórica, e a população ocupada alcançou recorde. Por outro lado, a criação de empregos formais ficou muito abaixo das expectativas e os indicadores de confiança recuaram entre consumidores, indústria e construção, trazendo novos sinais de perda de ritmo da atividade.

No exterior, a economia dos Estados Unidos cresceu em ritmo mais moderado no segundo trimestre, enquanto o PCE voltou a acelerar em 12 meses, mantendo atenção sobre a trajetória dos preços. Na Europa, a Alemanha apresentou crescimento ligeiramente melhor que o estimado, impulsionado pelas exportações. Já no Japão, a inflação avançou, embora seu núcleo ainda permaneça abaixo da meta de 2% do Banco do Japão.

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