Cenário nacional: crescimento perde ritmo e indústria segue fragilizada
O PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre, acima da projeção mediana de 0,4%, mas em forte desaceleração ante o avanço de 1,1% do primeiro trimestre. A agropecuária puxou o resultado com alta de 2,8%, enquanto a indústria ficou praticamente parada em 0,1% e o consumo das famílias recuou 0,4%. A produção industrial subiu 0,2% em julho, interrompendo dois meses de queda, com avanço em 13 das 25 atividades pesquisadas. Na comparação anual houve recuo de 0,5%.
O PMI industrial caiu de 47,5 para 46,3 pontos em agosto, segunda deterioração seguida e a contração mais intensa em 40 meses. O setor público consolidado registrou superávit primário de R$1,4 bilhão em julho, bem abaixo da expectativa de R$5,6 bilhões. Já a dívida bruta subiu a 82,5% do PIB, alta de 0,6 ponto no mês. A balança comercial registrou superávit de US$7,4 bilhões em agosto, acima das expectativas de 7,1 bilhões do mercado e do resultado de 7,0 bilhões de julho.
Cenário internacional: emprego americano surpreende e inflação acelera na Europa
A oferta de vagas medida pelo JOLTS subiu para 7,27 milhões em julho, ante 7,18 milhões em junho, ligeiramente abaixo da expectativa de 7,3 milhões. A economia americana criou 162 mil vagas em agosto, muito acima da projeção de 53 mil e no maior ritmo desde março, com a taxa de desemprego estável em 4,1%. A taxa de desemprego dos EUA ficou estável em 4,1% em agosto, em linha com o esperado e 0,2 ponto abaixo do registrado um ano antes.
O PMI industrial norte-americano ficou em 53,9 pontos em agosto, estável pelo terceiro mês seguido e revisado para cima ante a prévia de 53,2. A inflação da Zona do Euro saltou de 2,9% para 3,3% em agosto, maior patamar em quase três anos e bem acima da meta de 2% do BCE. Na Alemanha, a inflação acelerou de 2,8% para 2,9% em agosto, abaixo dos 3,1% esperados, com alta mensal de 0,2%. A energia foi o principal vetor, com avanço de 10,5% em doze meses. O PMI industrial da China subiu de 49,2 para 49,8 pontos em agosto, acima do esperado, mas ainda no segundo mês seguido de contração.
Em resumo:
No Brasil, o PIB avançou 0,5% no segundo trimestre, acima das expectativas, mas desacelerou frente ao crescimento de 1,1% no início do ano. A agropecuária sustentou parte importante do resultado, enquanto indústria e consumo das famílias mostraram fraqueza. A produção industrial teve leve recuperação em julho, mas o PMI de agosto caiu para 46,3 pontos, indicando contração mais intensa. No campo fiscal, o superávit primário ficou abaixo do esperado e a dívida bruta avançou para 82,5% do PIB.
No exterior, o mercado de trabalho dos Estados Unidos apresentou criação de 162 mil vagas em agosto, enquanto o desemprego permaneceu em 4,1% e o PMI industrial seguiu em território de expansão. Na Zona do Euro, a inflação acelerou para 3,3%, aumentando a atenção sobre os próximos passos do BCE. Já a indústria chinesa apresentou melhora em agosto, mas permaneceu pelo segundo mês consecutivo em território de contração.



