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Agro brasileiro enfrenta “tempestade perfeita” de custos e preços, avalia economista da Análise Econômica

PIB DO BRASIL

Agro brasileiro enfrenta queda nos preços de commodities e custos elevados de insumos. Economista da Análise Econômica alerta para desafios do setor em 2026.

O agronegócio brasileiro voltou ao centro das atenções após o avanço das tensões no Oriente Médio. Como consequência, aumentaram as preocupações com combustíveis, fertilizantes e custos logísticos.

Nesse contexto, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou um alerta sobre possíveis pressões adicionais para os produtores rurais.

Para o economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, o momento pode ser descrito como uma verdadeira “tempestade perfeita” para o agro brasileiro.

De um lado, produtores enfrentam queda nos preços de commodities, como milho, arroz e açúcar. Ao mesmo tempo, os custos de produção permanecem elevados.

Além disso, os fertilizantes seguem pressionados desde 2022. Paralelamente, o transporte também encareceu de forma relevante em algumas rotas.

Segundo Galhardo, em determinados casos o custo de transporte chegou a aumentar até dez vezes, o que reduz significativamente a margem dos produtores.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta avanço do endividamento e aumento de pedidos de recuperação judicial, o que amplia as preocupações.

Assim, mesmo com a expectativa de safras robustas, os desafios financeiros do agronegócio podem continuar ao longo de 2026.

Portanto, o cenário reforça a importância de acompanhar fatores externos, como preços internacionais, logística e tensões geopolíticas, que influenciam diretamente o agro brasileiro.

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