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Visão rápida da semana: Política Monetária e Taxa de Juros da Zona do Euro

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Brasil: O IBC-Br e Relatório de Política Monetária

Os dados mais recentes indicam desaceleração da atividade no curto prazo, com queda de 0,25% do IBC-Br em outubro. Ao mesmo tempo, os índices de preços seguem moderados: o IGP-10 avançou apenas 0,04% no mês, enquanto o IGP-M de dezembro mostrou alta contida e o índice semanal de preços ao consumidor da FGV desacelerou, reforçando sinais de desinflação gradual.

Na política monetária, o Copom reafirmou a necessidade de manter a Selic elevada por um período prolongado, diante de um cenário externo incerto e de uma inflação que deve permanecer acima do centro da meta até 2028. No campo fiscal e externo, a aprovação da redução de benefícios fiscais e o forte ingresso de investimento estrangeiro direto em novembro ajudam a equilibrar as contas externas.

Cenário internacional: Taxa de juros Banco Central Europeu

No cenário internacional, os bancos centrais seguem cautelosos diante de um crescimento global desigual. O Banco Central Europeu manteve a taxa de juros em 2,0%, refletindo preocupações persistentes com a inflação. Na China, produção industrial e vendas no varejo cresceram abaixo do esperado, indicando perda de fôlego da demanda interna. Já no Japão, o Bank of Japan elevou os juros para 0,75%, o maior patamar em três décadas, sinalizando uma mudança mais firme na condução da política monetária.

O mercado de trabalho dos Estados Unidos mostrou sinais mistos em novembro. A criação de cerca de 64 mil vagas veio acima das expectativas, mas a taxa de desemprego subiu para 4,6%, superando as projeções. Esse conjunto de dados mantém o debate aberto sobre os próximos passos do Federal Reserve, ao combinar resiliência na geração de empregos com indícios de arrefecimento nas condições do mercado de trabalho.

Em resumo

A semana foi marcada por sinais mistos na economia global, com destaque para o mercado de trabalho dos Estados Unidos. A criação de vagas veio acima do esperado, mas a alta da taxa de desemprego reforçou a leitura de desaceleração gradual, mantendo a incerteza sobre o ritmo e o timing dos próximos movimentos do Federal Reserve. Entre os bancos centrais, prevaleceu a cautela. O Banco Central Europeu manteve os juros em 2,0%, enquanto o Japão surpreendeu ao elevar a taxa básica para 0,75%, o maior nível em 30 anos. Na China, os dados de produção industrial e vendas no varejo ficaram abaixo das expectativas, sinalizando perda de fôlego da demanda doméstica e reforçando um cenário de crescimento global mais moderado.

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