Brasil: Varejo e Índice de Atividade Econômica
As vendas no varejo avançaram 1,0% em novembro, registrando o maior crescimento mensal desde maio de 2024. O resultado sugere retomada do consumo, após meses em estagnação. O volume de serviços, por sua vez, recuou 0,1% em novembro, interrompendo uma longa sequência de altas. Com este resultado o setor acumula alta de 2,7% nos últimos 12 meses.
O IBC-Br avançou 0,68% em novembro, revertendo a queda de outubro e superando as expectativas do mercado. O resultado positivo sugere maior robustez da economia. A produção de veículos em dezembro caiu 15,8% frente a novembro, com 184 mil unidades montadas no mês, refletindo menor ritmo fabril no fim do ano e pressão de juros mais altos.
O Conselho da União Europeia aprovou o acordo comercial com o Mercosul. O tratado agora passa para o Parlamento Europeu e caso aprovado, poderá entrar em vigor ainda esse ano.
Cenário internacional: Atividade forte e inflação resistente
Modelos do Fed sugerem aumento de 5,3%do PIB para o 4° trimestre. É o terceiro resultado
seguido que sugere um avanço expressivo e dificilmente visto. Já o índice de preços ao consumidor americano subiu 0,3% em dezembro, em linha com as projeções, repetindo a leitura de novembro. O resultado indica resiliência da inflação. O relatório Livro Bege, do Fed, indicou um aumento leve ao moderado da atividade econômica na maior parte dos distritos norte-americanos, com consumo estável e mercado de trabalho resiliente.
Já na Zona do Euro, a produção industrial subiu 0,7% em novembro, sinalizando uma melhora
gradual na indústria, mas ainda sem indicar uma recuperação consistente. Na China, as exportações cresceram cerca de 6,6%, enquanto as importações também avançaram mais do que o esperado, com 5,7%, mostrando grande melhora no consumo interno do país Os novos empréstimos da China totalizaram US$130,5 bilhões em dezembro. O forte resultado indica empenho das autoridades para estimular o crédito e apoiar a economia.
Em meio a tensões entre Irã e EUA, Trump anunciou tarifas de 25% a todos que fizerem acordos comerciais com o país. Na nota, cita novos parceiros e não especifica sobre acordos já existentes. Os relatórios USDA mostraram forte aumento da produção global de grãos, com a soja em 425,7 mi tn, milho em 1,296 bi tn e trigo em 842,2 mi tn, todas acima do esperado.
Em resumo
No mercado doméstico, as vendas no varejo avançaram 1,0% em novembro, registrando o maior crescimento mensal desde maio de 2024 e sugerindo uma retomada do consumo após um período prolongado de estagnação. O setor de serviços, por outro lado, apresentou leve recuo de 0,1% no mês, interrompendo uma sequência de altas, mas ainda opera em patamar elevado, com crescimento acumulado de 2,7% em 12 meses. A combinação desses movimentos resultou em uma surpresa positiva no IBC-Br, que avançou 0,68% em novembro, revertendo a queda observada em outubro e indicando maior robustez da atividade econômica. Já a indústria segue mais pressionada pelo ambiente de juros elevados, com a produção de veículos recuando 15,8% em dezembro, refletindo desaceleração do ritmo fabril no fim do ano. No campo institucional, houve avanço nas negociações externas, com a aprovação, pelo Conselho da União Europeia, do acordo comercial com o Mercosul, que agora segue para apreciação do Parlamento Europeu.
No cenário internacional, os Estados Unidos seguem apresentando desempenho econômico acima do esperado. Modelos do Federal Reserve apontam crescimento anualizado de 5,3% do PIB no quarto trimestre, enquanto a inflação ao consumidor manteve alta de 0,3% em dezembro, reforçando a leitura de resiliência inflacionária. O Livro Bege do Fed indica expansão leve a moderada da atividade na maior parte do país, com consumo estável e mercado de trabalho ainda sólido. Na Europa, a produção industrial da Zona do Euro cresceu 0,7% em novembro, sinalizando melhora gradual, embora ainda sem evidências de uma recuperação consistente. A China, por sua vez, apresentou dados mais fortes, com avanço das exportações e importações acima do esperado e forte expansão do crédito, refletindo o esforço das autoridades para sustentar a atividade econômica. Em paralelo, o ambiente geopolítico permanece no radar, com novas tensões envolvendo Irã e Estados Unidos e anúncios de possíveis tarifas comerciais, enquanto o aumento da produção global de grãos, segundo dados do USDA, tende a influenciar os preços das commodities agrícolas nos próximos meses.



