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Visão rápida da semana: Aumento no índice de confiança e Taxa de juros dos EUA

visão da semana

Brasil: Aumento no índice de confiança

O Copom manteve a taxa de juros inalterada em 15% pela quinta reunião consecutiva. Apesar da manutenção, o comitê antevê cortes de juros a partir da segunda reunião do ano, em março. O IPCA-15 registrou alta de 0,20% em janeiro, sua segunda menor taxa para meses de janeiro desde 2000, ficando apenas acima dos 0,11% registrados em janeiro de 2025. O IGP-M mensal subiu 0,41% em janeiro, revertendo a leve queda de dezembro. Embora tenha havido alta no mês, o percentual acumulado em 12 meses ficou negativo em 0,91%. O crédito bancário cresceu 4,6% em dezembro. O resultado mensal e com ajuste sazonal foi influenciado pelo aumento das concessões às pessoas físicas (+2,0%) e jurídicas (9,4%). O déficit em conta corrente foi de US$3,4 bilhões em dezembro, abaixo da expectativa de US$5,3 bilhões e menor que o mês anterior, -US$4,96 bilhões.

Todos os setores produtivos mapeados pela FGV registraram aumento no índice de confiança em janeiro. A confiança dos consumidores, no entanto, recuou no mês. O Caged apontou fechamento de 618 mil vagas em dezembro, resultado abaixo das projeções (-481 mil). Ainda assim, a taxa de desemprego recuou para 5,1%, o menor nível da série histórica. O setor público consolidado registrou superávit primário de R$6,2 bilhões em dezembro. O Governo Central registrou superávit de R$21,6 bilhões e os governos regionais déficit de R$19,8 bilhões.


Cenário internacional: Taxa de juros dos EUA e PIB da Zona do Euro

O Federal Reserve manteve a taxa de juros dos EUA no intervalo de 3,50% a 3,75%, em linha com as expectativas do mercado e interrompendo o ciclo de três cortes consecutivos. O volume semanal de novos pedidos de seguro-desemprego ficou em 209 mil na última leitura. O dado ficou acima das projeções de 206 mil e ligeiramente abaixo do resultado anterior de 210 mil. O índice do dólar, DXY, caiu 1,6% nos últimos cinco dias, o maior recuo para esse intervalo desde agosto do ano passado e o maior recuo anual desde 2011.


Em resumo

No cenário nacional, a semana foi marcada pela manutenção da taxa Selic em 15%, com sinalização do Copom de possíveis cortes a partir de março, enquanto a inflação seguiu comportada, com IPCA-15 em nível historicamente baixo para janeiro e IGP-M ainda negativo no acumulado de 12 meses. O crédito mostrou expansão consistente, o déficit em conta corrente veio menor que o esperado e o setor público registrou superávit primário em dezembro. Apesar do fechamento expressivo de vagas formais no mês, a taxa de desemprego recuou para o menor nível da série histórica, e os índices de confiança da FGV indicaram melhora entre os setores produtivos, ainda que a confiança do consumidor tenha enfraquecido.

No cenário internacional, o Federal Reserve manteve os juros estáveis, interrompendo o ciclo recente de cortes, em um ambiente de mercado de trabalho ainda resiliente, embora com leve aumento nos pedidos de seguro-desemprego. O dólar perdeu força globalmente, com queda expressiva do índice DXY, enquanto a economia europeia surpreendeu positivamente com crescimento acima do esperado no quarto trimestre e sinais de melhora industrial. No Japão, a inflação desacelerou em janeiro, mas segue em patamar relativamente elevado, mantendo o tema inflacionário no radar das autoridades monetárias.

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