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Visão rápida da semana: Atividade resiliente e sinais mistos no cenário global.

visão da semana

Brasil: cortes tardios e atividade com sinais mistos

O Banco Central decidiu, tardiamente, cortar a taxa de juros a 14,75% em março após optar pela
manutenção durante cinco reuniões consecutivas. O IBC-Br, que mede a evolução mensal da atividade econômica, registrou alta de 0,78% em janeiro, acima do resultado anterior de queda de 0,15% em dezembro. O IGP-10 recuou 0,24% em março, após queda de 0,42% em fevereiro. No acumulado de 2026, o índice acumula retração de 0,36%.

A Confederação Nacional da Indústria mostrou que o nível de emprego na indústria, medido pela sondagem da instituição, marcou o pior desempenho para fevereiro desde 2017. O Banco Central registrou saída de US$0,7 bilhões de fluxo de capital estrangeiro nesta semana. Na semana anterior, também houve saída de capital, cerca de -US$3,9 bilhões.

Cenário internacional: juros estáveis, inflação pressionando e indústria heterogênea

Nos EUA, o Fed optou pela manutenção da taxa de juros em março, mantendo-a no intervalo de 3,50% e 3,75%. Não há sinais de afrouxamento nos próximos meses. Já a produção industrial americana avançou 0,2% em fevereiro, ligeiramente acima das projeções (+0,1%). No acumulado em 12 meses, recuou para 1,4%, ante alta de 2,3% em janeiro. O Índice de Preços ao Produtor norte-americano teve alta de 0,7% em fevereiro, acima das expectativas do mercado (+0,3%) e do resultado anterior (+0,5%). A Zona do Euro manteve a taxa básica de juros inalterada em março. É a sexta reunião consecutiva que o Banco Central Europeu vota pela manutenção.

O Índice de Preços ao Consumidor na Europa avançou 0,6% em fevereiro, após recuo de 0,6% em janeiro. Essa é a alta mais expressiva desde maio de 2025. Na China, a produção industrial acumulada em 12 meses teve alta de 6,3% em fevereiro, acima do resultado anterior de 5,2% em janeiro. No Japão, a produção industrial avançou expressivamente, cerca de 4,3% em janeiro. Esse é o maior resultado desde maio de 2025.


Em resumo

No cenário nacional, o Banco Central iniciou o ciclo de cortes de juros em março, reduzindo a Selic para 14,75% após um período prolongado de manutenção, enquanto a atividade econômica surpreendeu positivamente com alta de 0,78% do IBC-Br em janeiro. No campo inflacionário, o IGP-10 seguiu em queda no acumulado do ano, indicando alívio nos preços no atacado. Por outro lado, o mercado de trabalho industrial apresentou pior desempenho para fevereiro desde 2017, e o fluxo cambial registrou nova saída de capital estrangeiro, refletindo maior cautela dos investidores.

No cenário internacional, o Federal Reserve manteve os juros inalterados e sinalizou cautela, sem expectativa de cortes no curto prazo, enquanto a produção industrial americana cresceu moderadamente, mas com desaceleração no acumulado anual. A inflação ao produtor veio acima das expectativas, reforçando preocupações inflacionárias. Na Europa, o Banco Central Europeu também manteve os juros, enquanto a inflação voltou a acelerar em fevereiro. Já na Ásia, a atividade industrial mostrou força, com crescimento mais robusto na China e no Japão, indicando uma dinâmica global ainda heterogênea.

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