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Visão rápida da semana: Inflação desacelera enquanto o mercado de trabalho segue aquecido

visão da semana

Brasil: inflação perde força, mas economia mantém sinais de solidez

O IPCA-15 avançou somente 0,06% em julho, abaixo das projeções de +0,19% e do resultado de +0,41%. No acumulado em 12 meses, recuou para 4,52%, ante 4,80%. Já o IGP-M recuou 1,16% em julho, uma queda maior que as expectativas de -1,09% e dos -0,50% registrados em junho. A variação em 12 meses cedeu a 2,76%. No mercado de trabalho, o Caged registrou saldo de 145.161 empregos formais em junho, acima da mediana de 110 mil das projeções, mas o menor saldo para o mês desde 2020.

A taxa de desemprego recuou de 5,6% para 5,4% no trimestre até junho. Em comparação ao mesmo período de 2025, recuou de 5,8% para 5,4%, menor patamar da série histórica. O déficit em Transações Correntes somou US$2,3 bilhões em junho, melhor que os US$3,3 bilhões de maio. Já o IDP registrou entrada de US$9,1 bilhões em junho, acima das projeções. Os índices de confiança da FGV vieram mistos em julho, com a indústria na maior queda em dez meses, consumidor e serviços em baixa, mas comércio e construção em alta. O déficit nominal do setor público chegou a 9,99% do PIB em 12 meses até junho, o maior desde a pandemia, puxado pela conta de juros, que somou R$110,7 bilhões só em junho.

Cenário internacional: bancos centrais mantêm cautela diante de um crescimento moderado

Nos EUA, o Fed optou pela quinta manutenção da taxa de juros em 3,75% na reunião de julho. A decisão não foi unânime, com três membros votando a favor de uma alta. O índice de preços norte-americano, o PCE, recuou 0,1% em junho, ante alta de 0,5% no mês anterior. Em 12 meses, o acumulado recuou de 4,1% para 3,7%. A preliminar do PIB nos EUA apontou crescimento de 1,5% no segundo trimestre, abaixo das expectativas e da preliminar anterior de avanço de 2,1%.

No mercado de trabalho dos EUA, os pedidos iniciais por seguro-desemprego somaram 197 mil na semana, abaixo das projeções, porém maiores que os registrados anteriormente (188 mil). Na Zona do Euro, a preliminar do PIB do segundo trimestre avançou 0,4%, acima das expectativas (+0,2%) e do resultado anterior (-0,2%). Com esse resultado, o PIB avançou para 1,0% em 2026. No Reino Unido, o Bank of England manteve a taxa de juros inalterada em 3,75% em julho. 7 membros optaram pela manutenção, contra 3 que votaram no aumento.

Em resumo

Os indicadores da semana reforçaram a desaceleração da inflação no Brasil, com o IPCA-15 e o IGP-M registrando resultados abaixo das expectativas. Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho permaneceu aquecido, com a menor taxa de desemprego da série histórica e geração de empregos formais acima do esperado. Apesar desse desempenho, os índices de confiança apontaram uma economia mais heterogênea, enquanto o aumento do déficit nominal manteve a atenção voltada para o cenário fiscal.

No exterior, o Federal Reserve manteve os juros inalterados pela quinta reunião consecutiva, em um ambiente de inflação mais controlada e atividade econômica perdendo ritmo. Na Europa, o PIB surpreendeu positivamente no segundo trimestre, enquanto o Banco da Inglaterra também optou por manter sua taxa básica. O conjunto dos indicadores reforça um cenário global de crescimento moderado, inflação em desaceleração e política monetária ainda conduzida com cautela.

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