Guerra está no radar do Copom que se reúne na semana que vem.
Alta do petróleo eleva riscos inflacionários e influencia expectativas para a Selic. Economista da Análise Econômica analisa impactos no cenário macroeconômico.
A combinação de tensões geopolíticas e inflação ainda resistente voltou a colocar a política de juros no centro do cenário macroeconômico. Nesse contexto, o comportamento do petróleo tornou-se variável relevante.
Segundo André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, a recente disparada do petróleo altera o humor dos mercados globais. Como consequência, aumentam os riscos inflacionários no mundo.
De acordo com o economista, quando o barril sobe abruptamente, cresce a pressão sobre preços. Assim, aumentam os riscos de inflação nos Estados Unidos, no Brasil e na economia global.
Nesse ambiente, a trajetória esperada para a Selic também pode sofrer ajustes. Além disso, a política monetária tende a se tornar mais cautelosa diante das incertezas externas.
Ao mesmo tempo, o próprio Banco Central sinaliza que eventuais cortes de juros devem ser interpretados com cautela. Portanto, a decisão do Copom pode representar apenas uma calibração pontual.
No radar imediato também está a inflação corrente. Galhardo projeta IPCA de 0,69% em fevereiro, pressionado por reajustes típicos do início do ano.
Ainda assim, a projeção da Análise Econômica indica inflação entre 4% e 4,2% em 2026. Dessa forma, parte das pressões atuais tende a ser temporária.



