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Visão rápida da semana: Inflação perde força enquanto a atividade econômica mostra sinais de moderação

visão da semana

Brasil: inflação desacelera, mas atividade segue em ritmo mais moderado

O IPCA registrou alta de 0,16% em junho, vindo abaixo do esperado (0,32%) e desacelerando frente aos 0,58% de maio, com acumulado de 4,64% em 12 meses. O setor de serviços registrou queda de 0,4% em maio ante abril, vindo abaixo da projeção de alta de 0,2% e revertendo o avanço anterior de 1,1%. As vendas no varejo registraram alta de 0,1% em maio frente a abril, vindo em linha com o esperado (0,1%) e abaixo do crescimento de 0,9% de abril.

O fluxo cambial estrangeiro semanal registrou entrada de US$1,2 bilhão na primeira semana de julho, frente à saída de US$4,3 bilhões na semana anterior. O IPC-S da segunda quadrissemana de julho apontou alta de 0,20%, abaixo dos 0,31% da semana anterior, com alta acumulada de 4,14% em 12 meses. O Boletim Focus mostrou redução na projeção do IPCA de 5,30% para 5,16% para o fim do ano, enquanto manteve a taxa Selic estimada em 14%.

Cenário internacional: inflação recua, mas crescimento global continua desigual

Nos EUA, o IPC registrou queda de 0,4% em junho, uma baixa maior que o esperado e abaixo da alta de 0,5% de maio, acumulando alta de 3,5% em 12 meses. Já o IPP norte-americano recuou 0,3% em junho, vindo menor as projeções (0,0%) e desacelerando frente à alta de 0,6% registrada no mês anterior. As vendas no varejo dos EUA aumentaram 0,2% em junho, em linha com as expectativas, porém abaixo do avanço de 1,0% visto em maio. No mercado de trabalho norte-americano, foram solicitados 208 mil novos pedidos por seguro-desemprego na semana passada, abaixo do esperado e do dado anterior (+216 mil).

Na Zona do Euro, a produção industrial retraiu 0,2% em junho frente a maio, vindo abaixo da projeção (+0,3%) e do avanço anterior de 0,3%. O IPC da Alemanha teve queda de 0,3% em junho, vindo em linha com o esperado e abaixo dos 0,2% de maio, acumulando 2,3% de alta em 12 meses. Na China, o PIB avançou 4,3% no segundo semestre do ano, abaixo das expectativas de crescimento de 4,5% e dos expressivos +5,0% do trimestre anterior.

Em resumo

No Brasil, a inflação voltou a surpreender positivamente, com o IPCA de junho abaixo das expectativas e uma nova redução nas projeções para o índice ao fim do ano. Ao mesmo tempo, os indicadores de atividade apontaram uma economia menos aquecida, com retração do setor de serviços e crescimento modesto do varejo. O fluxo cambial voltou ao terreno positivo, enquanto o mercado manteve a expectativa de Selic estável nos próximos meses.

No exterior, os Estados Unidos registraram desaceleração da inflação ao consumidor e ao produtor, reforçando a expectativa de maior estabilidade nos preços, embora o mercado de trabalho continue resiliente. Na Europa, a atividade industrial perdeu força, enquanto a inflação alemã recuou. Já a China apresentou crescimento abaixo do esperado no segundo trimestre, reforçando os desafios para a recuperação da segunda maior economia do mundo.

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