Brasil: indústria perde força, mas serviços e comércio exterior sustentam o cenário
A produção industrial recuou 0,2% em maio, abaixo das expectativas do mercado de alta de 0,3%. Em 12 meses acumula 0,2% no período, ante os +2,7% registrados em abril. A balança comercial encerrou junho com um superávit recorde de US$9,8 bilhões. O saldo positivo representa um aumento expressivo de 66,6% em relação a junho do ano anterior. O IGP-DI, da FGV, recuou 0,79% em junho, ante alta de 0,87% no mês anterior. O indicador acumula +3,59% em 12 meses e +3,00% em 2026.
O PMI de serviços avançou para 51,3 pontos em junho, sugerindo expansão no setor. No mês anterior, em maio, foram registrados 50,4 pontos, também em crescimento. O PMI composto também avançou para 50,7 pontos em junho, após indicar retração em maio, com 49,5 pontos. A produção de veículos retraiu 3,0% em junho, após registrar avanço de 6,3% anteriormente. Já as vendas de veículos também recuaram 0,8% no mesmo período, ante alta de 10,3% em maio.
Cenário internacional: crescimento moderado e recuperação desigual entre as economias
Nos EUA, o setor privado criou 98 mil vagas de trabalho em junho. O resultado ficou abaixo das expectativas e do mês anterior, quando foram abertas 122 mil novas vagas. O PMI de serviços norte-americano ficou praticamente estável, em 51,2 pontos, em junho. Já no PMI composto, apesar do avanço para 51,9 pontos, o dado ficou abaixo das expectativas de 52,2. Na Zona do Euro, o PMI de serviços progrediu para 49,4 pontos em junho. Apesar do crescimento, o setor permanece em retração, mas melhor do que os 47,7 pontos de maio.
Na Alemanha, as encomendas à indústria avançaram 1,9% em maio, acima tanto das expectativas do mercado (+1,1%), quanto do resultado anterior (-3,2). A produção industrial alemã também cresceu 0,9% em maio, acima das projeções de 0,1% e do resultado de 0,2% de abril. Na China, as reservas internacionais fecharam em US$3,416 trilhões em junho, registrando uma queda de US$26 bilhões (ou 0,75%) em relação a maio.
Em resumo
No Brasil, os indicadores revelaram um cenário de contrastes. A produção industrial voltou a recuar e o setor automotivo perdeu dinamismo, enquanto o setor de serviços permaneceu em expansão e o PMI composto retornou ao terreno positivo. Ao mesmo tempo, o IGP-DI registrou deflação, reforçando o alívio das pressões inflacionárias, e a balança comercial alcançou um superávit recorde em junho, evidenciando a força do setor externo.
No cenário internacional, os Estados Unidos apresentaram desaceleração na criação de empregos, embora o setor de serviços tenha permanecido em expansão. Na Europa, os indicadores mostraram recuperação gradual da atividade, com destaque para o avanço da indústria alemã. Já a China registrou leve redução das reservas internacionais, em um ambiente de crescimento mais moderado e atenção contínua às condições da economia global.undo.


