Cenário nacional: atividade recua enquanto inflação mantém trajetória de queda
O indicador de atividade econômica do Banco Central registrou a primeira queda em 4 meses em
junho. Segundo o IBC Br, a economia brasileira encolheu 0,64% no mês ante estabilidade em maio. O indicador de atividade econômica da FGV, por sua vez, registrou um recuo mais intenso no mês,
de 1,1%. No segundo trimestre, no entanto, registrou alta de 0,3% em relação ao primeiro. O IGP-10 de agosto engatou a terceira deflação mensal consecutiva ao recuar 0,51% em relação a
julho. Com este resultado, a variação acumulada em 12 meses cedeu a 2,0%.
Assim como o IPC-10, o IPC-S registrou forte queda na leitura da segunda semana de agosto.
Segundo a FGV a variação foi de -0,39%, a mais baixa desde agosto do ano passado (-0,44%). O Banco Central informou que o fluxo cambial foi positivo em US$851 milhões entre os dias 10 e
14 de agosto. No mês, até o dia 14, o resultado está positivo em US$1,5 bilhão.
Os abates de bovinos e suínos cresceram 4,2% e 2,0% no 2o trimestre do ano, em relação ao 1o
trimestre de 2026. O abate de frangos caiu, por sua vez, caiu 1,2%.
Cenário internacional: China perde força e atividade avança em ritmos distintos
Nos EUA, a produção industrial subiu 0,2% em julho, abaixo das expectativas de +0,3%. Em 12
meses, acumula alta de 1,08%. O PMI industrial preliminar de agosto cedeu de 53,9 para 53,2.
Na Zona do Euro, o Índice de Preços ao Consumidor acumula alta de 2,9% em 12 meses, enquanto
o núcleo registrou aumento de 2,5%. Em julho, a inflação avançou 0,2% em relação a junho.
No Reino Unido, o Índice de Preços ao Consumidor aumentou 0,3% em julho, em linha com as
projeções do mercado. Em bens intermediários, houve queda de 1,7% no período.
Na Alemanha, o dado preliminar do PMI industrial avançou para 54,2 pontos em agosto, o maior
nível em 51 meses. No Japão, a economia cresceu 0,3% no segundo trimestre, abaixo da projeção de 0,5%. No ano, o crescimento foi de 1,1%, também abaixo dos 2,0% projetados. As vendas no varejo chinês acumulam alta 0,6% nos 12 meses encerrados em julho, abaixo dos 1,5% que o mercado esperava. Já a produção industrial acumulada recuou de 5,3% para 4,5%. Já as taxas preferenciais da China permaneceram inalteradas na reunião de agosto, com a taxa de 5 anos em 3,50% e a taxa de 1 ano em 3,00%.
Em resumo:
No Brasil, os indicadores reforçaram os sinais de desaceleração da atividade. O IBC-Br caiu 0,64% em junho e o Monitor do PIB da FGV recuou 1,1%, embora tenha registrado crescimento no segundo trimestre. Ao mesmo tempo, os índices de preços seguiram mostrando alívio, com a terceira deflação consecutiva do IGP-10 e queda do IPC-S. O fluxo cambial permaneceu positivo em agosto.
No exterior, a China voltou a apresentar sinais de enfraquecimento, com crescimento baixo das vendas no varejo e desaceleração da produção industrial. Nos Estados Unidos, a indústria avançou moderadamente, enquanto a Alemanha apresentou seu melhor PMI industrial em mais de quatro anos. Já o Japão cresceu abaixo das expectativas e a inflação europeia permaneceu próxima de 3%, compondo um cenário global marcado por diferentes ritmos de atividade.



