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Visão rápida da semana: Economia brasileira desacelera enquanto inflação segue no radar

visão da semana

Brasil: desaceleração da atividade e inflação ainda pressionada

O IGP-10, divulgado pela FGV, avançou 0,89% em maio, abaixo dos 2,9% registrados em abril. No ano, o índice acumula alta de 3,48% e 1,46% em 12 meses. Já a segunda prévia do IGP-M registrou alta de +0,86% em maio. O resultado representa forte desaceleração em relação à mesma leitura do mês de abril (+2,64%). O IBC-Br recuou 0,7% em março, com queda em agro (-0,2%), na indústria (-0,2%) e serviços (-0,8%). Para o primeiro trimestre, a prévia do PIB aponta expansão de 1,3%

O Boletim Focus desta semana mostrou uma maior deterioração nas expectativas. As projeções para a Selic, subiram de 13,00% para 13,25% no final deste ano. Quanto às expectativas de inflação, a projeção para o IPCA de 2026 avançou levemente de 4,91% para 4,92%. Esse percentual continua acima do teto de tolerância da meta. O Brasil registrou uma entrada líquida positiva de US$3,0 bilhões de fluxo cambial estrangeiro na semana passada. No acumulado do ano atinge um total de +US$14,9 bilhões. Na última quarta, o CMN aprovou a ampliação do acesso às linhas de crédito do FAT para produtores rurais e trabalhadores do setor agropecuário, florestal, pesqueiro e aquícolas.


Cenário internacional: EUA resilientes e sinais mais moderados na Ásia

Nos EUA, a leitura preliminar do PMI industrial avançou para 55,3 pontos em maio, ante os 53,8 registrados em abril. Esse é o maior nível registrado em quatro anos. Foram registrados 209 mil novos pedidos de auxílio-desemprego semana passada nos EUA, abaixo das expectativas de 210 mil e do resultado anterior de 212 mil. Na Zona do Euro, o Índice de Preços ao Produtor subiu 1,0% em abril, em linha com as projeções. Em 12 meses acumula alta de 3,0%.

No Japão, a produção industrial recuou 0,4% em março, ligeiramente abaixo das expectativas de -0,5% e do resultado de -2,0% em fevereiro. Na China, as taxas preferenciais de 1 e 5 anos foram mantidas em 3,00% e 3,50% respectivamente. Esse é o 12° mês que o PBoC opta pela manutenção. Já a produção industrial chinesa recuou para 4,1% em abril no acumulado em 12 meses. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado (6,0%) e do dado anterior (5,7%).

Em resumo

No Brasil, os indicadores da semana reforçaram sinais de desaceleração da atividade econômica, com queda do IBC-Br em março e recuo disseminado entre agro, indústria e serviços. Ao mesmo tempo, os índices de inflação da FGV mostraram desaceleração importante em maio, embora as expectativas para IPCA e Selic continuem pressionadas, segundo o Boletim Focus. O fluxo cambial permaneceu positivo, enquanto medidas de crédito para o setor agropecuário também entraram no radar.

No cenário internacional, os Estados Unidos seguem demonstrando resiliência econômica, com avanço do PMI industrial e mercado de trabalho ainda sólido. Já China e Japão apresentaram sinais mais moderados de atividade, enquanto a Zona do Euro manteve estabilidade nos preços ao produtor. O ambiente global continua marcado por crescimento desigual entre as principais economias e atenção dos mercados à trajetória dos juros e da atividade.

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