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Visão rápida da semana: Economia global mantém ritmo, mas pressão inflacionária continua

visão da semana

Brasil: Economia brasileira cresce, mas sinais de acomodação começam a aparecer

O PIB cresceu 1,1% no primeiro trimestre, em linha com a mediana das projeções de mercado de 1,0%. A agropecuária avançou 2,0%, enquanto a Indústria registrou +1,0% e os Serviços +0,5%. O IPCA-15 subiu 0,62% em maio, acima das expectativas de 0,56%, porém abaixo dos 0,89% registrados no mês anterior. Com este percentual, a variação anualizada subiu a 4,64%. O IGP-M subiu 0,84% em maio, ligeiramente acima da média das projeções (+0,82%). Em 12 meses, o indicador acumula alta de 1,95%.

O balanço orçamentário registrou déficit de R$60,1 bilhões em abril, um déficit maior do que o esperado (R$50,7 bilhões), porém menor que o registrado no mês anterior (R$199,5 bilhões). As transações correntes registraram déficit de US$1,8 bilhão em abril, refletindo principalmente o aumento das despesas com serviços e renda primária. O Investimento Direto no País (IDP) somou US$8,9 bilhões em abril, resultado acima das expectativas do mercado (+US$5,3 bilhões).

A taxa de desemprego caiu a 5,8% no trimestre encerrado em abril, abaixo da taxa anterior, de 6,1%. O Brasil criou 85,9 mil vagas formais de trabalho em abril, abaixo das projeções, de 211 mil. As Sondagens da FGV mostraram movimentos distintos em maio. A confiança do consumidor e do comércio caíram, para 88,8 e para 84,2 pontos, respectivamente. Já na indústria, o índice de confiança subiu para 97,1 pontos, maior nível desde abril de 2025. Enquanto a sondagem da construção apontou estabilidade no mês.


Cenário internacional: Inflação global desafia bancos centrais e mantém juros no radar

O PIB norte-americano cresceu 1,6% no 1° trimestre de 2026, abaixo das expectativas de crescimento de 2,0% e da publicação preliminar (+2,0%). O Índice de Preços (PCE) dos EUA aumentou 0,4% em abril, ligeiramente abaixo das projeções de 0,5%. Já o Núcleo do PCE agora acumula alta de 4,4% em 12 meses, ante os 2,7% de março. A ata do BCE indicou preocupação com os impactos inflacionários da guerra no Oriente Médio, sinalizando que uma alta de juros pode ser necessária para conter a pressão nos preços de energia. No Japão, o Índice de Preços ao Consumidor acumula alta de 2,8% em 12 meses em maio, acima das projeções de aumento de 1,7%.

Em resumo

No Brasil, o PIB avançou 1,1% no primeiro trimestre, impulsionado principalmente pela agropecuária e pela indústria, confirmando a resiliência da atividade econômica. Ao mesmo tempo, a inflação seguiu pressionada, com IPCA-15 e IGP-M acima das expectativas, enquanto o mercado de trabalho manteve desempenho misto: a taxa de desemprego recuou para 5,8%, mas a geração de empregos formais ficou abaixo do esperado. Apesar do déficit fiscal e externo, o forte ingresso de investimento estrangeiro direto reforça a atratividade do país.

No cenário internacional, os Estados Unidos apresentaram crescimento mais moderado no primeiro trimestre, enquanto a inflação voltou a ganhar força, elevando as dúvidas sobre os próximos passos do Federal Reserve. Na Europa, o Banco Central Europeu demonstrou preocupação com os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços de energia, e no Japão a inflação surpreendeu para cima. O ambiente global segue marcado por uma combinação de atividade econômica resiliente e pressões inflacionárias persistentes, mantendo a política monetária no centro das atenções.

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